Tudo que você precisa saber sobre casa de swing

*Quem estará lá? Casais que decidiram curtir a sexualidade de uma maneira não tradicional. Não fique idealizando cenas de filmes com corpos perfeitos e histórias de espiões, são pessoas iguais a você. Além disso, algumas casas permitem solteiros, no entanto, a entrada para os desacompanhados costuma ser bem mais cara.

*Como é lá dentro? Imagine uma balada, só que com alguns ambientes a mais. Quase todas as casas têm um espaço com pista de dança, luz negra e bar, onde a paquera pode rolar solta. O diferencial está realmente nos espaços depois da balada. Corredores escuros para a pegação, sala de cinema, cabine glory hole , há também algumas salas/aquários para os casais que decidirem se exibir.

*Festinhas. Não é raro as casas organizarem festas temáticas ou atrações para apimentar o desejo sexual de cada um. Então prepare-se para poder experimentar, por exemplo, pole dance, ou curtir shows de gogo boys e strippers.

*Nada de fotos, esse talvez seja o ponto mais importante a se prestar atenção antes de sair de casa. Ninguém gosta de ter sua intimidade espalhada por aí. Então celulares são estritamente proibidos, ok? A dica é desligar do aparato tecnológico que tanto toma o tempo e curtir a noite. Foque naquilo que você e seu par estão vivendo juntos!

*Todo mundo vai me ver sem roupa? Não necessariamente, isso depende de você. Algumas casas possuem espaços amplos onde tudo pode rolar. Geralmente, funciona assim: um casal decide trocar nesses espaços e o sexo rola nos ambientes abertos, com todo mundo vendo. Pode acontecer de um terceiro casal entrar na brincadeira ou simplesmente ficar assistindo. Sim, as casas de swing também são ambiente ideal para quem curte o bom e velho voyeurismo.

*Bateu a vergonha, não quer ninguém te vendo? Procure casas que disponibilizem pequenos espaços em formato de “quartinho”, onde a troca pode rolar de forma mais reservada. Uma das brincadeiras aqui são os chamados “glory holes”, que são aberturas nas paredes onde cabem as mãos. A ideia é apimentar ainda mais a experiência, já que o praticante pode estar com vergonha, não é preciso ver a dona ou dono daquela mão para poder brincar com ela.

*A troca não precisa rolar. Se você chegou até aqui, já percebeu que a experiência de frequentar uma casa de swing não se resume a troca de casais, dá para ouvir música, beber uns “bons drinks”, conhecer pessoas novas e praticar aquela espiadinha no sexo alheio. Depois de tudo isso, você e sua companhia estão morrendo de tesão, mas mesmo assim não querem trocar? Partam para o quartinho privado e resolvam a história só entre vocês dois mesmos.

*Quando e como acontece a troca? Casa de swing não é bagunça! Não é porque estamos falando de casais liberais que não existem regras. Assim como um beijo na balada só acontece quando ambos estão a fim, na casa de swing os critérios são os mesmos. Todo mundo tem que topar, ou seja, os três, os quatro (ou mais) envolvidos. Você pode ter gostado da companhia alheia, mas a sua parceira não. Então, esteja de olho nos sinais que quem está com você dá ou combine sinais para deixar a intenção clara.

*Estão certos disso? Por último, e talvez o mais importante de tudo, está tudo conversado mesmo? Tem certeza que não está embarcando nessa para satisfazer apenas a vontade do outro? Para se alcançar o prazer total, é essencial que ambos estejam interessados na experiência. “O que é amor e o que é sexo? Na casa de swing, encontra-se prazer, sexo ou pode acontecer algum outro tipo de envolvimento? Após essa conversa, o casal deve criar as regras: ‘o que pode e o que não pode. Até onde pode ir, pode ter envolvimento afetivo, pode trocar telefone?’ Esses tipos de regras, assim como outras que vão surgindo, devem ficar bem claras. Quanto mais o casal conversar sobre os medos, receios, prazeres, intenções, melhor será a decisão”. #vemserfreedom